HISTÓRIA: IDADE MÉDIA OCIDENTAL (PARTE I)

A Idade Média é o período compreendido entre a tomada de Roma pelos hérulos em 476 (século V) e se estende a invasão de Constantinopla em 1453 (século XV). Esse tempo histórico pode ser dividido em outros dois momentos: a) Alta Idade Média e; b) Baixa Idade Média.

ALTA IDADE MÉDIA E O REINO DOS FRANCOS

O período conhecido como Alta Idade Média é aquele que está compreendido entre a queda do Império Romano Ocidental, a partir da deposição do último Imperador Romano do Ocidente, Rômulo Augusto, por Odoacro o rei dos hérulos, até a nova onda de invasões bárbaras que ocorrem nos séculos IX e X.

Neste período de tempo podemos destacar a fusão das instituições romanas e germânicas, delineando uma nova sociedade européia. Esse processo de mistura entre os padrões culturais bárbaros e os romanos, fez com que hora prevalecessem aqueles dos italiotas - língua latina e a religião cristã, além da centralização política. Já no que diz respeito aos germanos, o processo de ruralização (da sociedade e economia) e a mistura das línguas bárbaras com o latim, dando origem ao inglês, alemão, português, espanhol, italiano e francês

Não pode deixar de ser esquecido que com a queda do Império Romano Ocidental, seu antigo território foi ocupado por vários reinos germânicos independentes. Dentre eles podemos destacar os francos, por sua duração e extensão territorial.

O Império Franco é dividido em dois momentos políticos: a) Dinastia Merovíngia (séculos V ao VIII) e; b) Dinastia Carolíngia (séculos XVIII e IX).

A dinastia merovíngia é iniciada por Clóvis (482-511) após o início do processo de unificação das tribos francas. Também é atribuída a Clóvis a aproximação entre os francos e a Igreja Católica Apostólica Romana.

A partir do ano de 639, a dinastia merovíngia começa o seu declínio e o governo passou a ser exercido por um alto funcionário da corte (mordomo do paço, ou prefeito do palácio). Dentre esses prefeitos, houve Carlos Martel (714-741). Com a morte de Carlos Martel, assumiu o cargo seu filho Pepino, o Breve, que derrubou o último rei da dinastia merovíngia (751), e fundou a dinastia carolíngia.

Para conseguir o apoio da Igreja Católica, e a legitimidade que ela garantiria ao seu governo, Pepino combateu e derrotou os lombardos – povos inimigos da Igreja -, além de doar parte do seu território na Itália que seria chamado de o Patrimônio de São Pedro ou Estados Pontifícios.

Com a morte de Pepino, assumi seu sucessor, Carlos Magno (768 – 814) responsável pelo período áureo do reino Franco. Devido a sua enorme influência, o papa Leão III, atribuiu a Carlos Magno o título de imperador do Novo Império Romano Ocidental. A finalidade do papa era atrair um protetor poderoso para sua área de influência, de maneira a permitir a expansão da fé cristã.

A desintegração do Império Carolíngio começa com a morte de Carlos Magno, e o fraco reinado de seu filho Luís I, o Piedoso (814-840), além do que as brigas travadas pelos herdeiros (netos de Carlos Magno - Luís, Carlos e Lotário) pelo trono de Luís I, levaram a fragmentação do Reino Franco em três reinos independentes (Tratado de Verdun – 843); a) Reino de Luís, o germânico; b) reino de Lotário I; e c) Reino de Carlos II, o calvo.

quinta 16 fevereiro 2012 17:06 , em TEXTOS HISTÓRIA



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